ROSSETO ALERTA: GOVERNO MARTELLO PRIMEIRO PRECARIZA E DEPOIS DIZ QUE A PRIVATIZAÇÃO É A ÚNICA SAÍDA!
Concursos públicos deixados de lado, serviços terceirizados e patrimônio público colocado à venda. Para o presidente Rosseto, esses episódios não estão isolados: fazem parte de um modelo que enfraquece o serviço público, ameaça o FUNSEMA e entrega o futuro de Alvorada aos interesses privados.
NÃO É SOBRE UM CONTRATO. É SOBRE UM MODELO DE CIDADE.
Há governos que administram serviços públicos. E há governos que administram contratos. Para Rosseto, o governo Martello parece cada vez mais próximo da segunda opção.
Quando surge um problema na educação, o governo apresenta a terceirização como solução. Na iluminação pública, por sua vez, a resposta é uma PPP. Já diante de uma área pública valiosa, a proposta costuma ser colocá-la em leilão. E quando faltam servidores, a solução raramente passa pela realização de concursos públicos e pelo fortalecimento das estruturas permanentes da Prefeitura.
A lógica é simples. Primeiro, o serviço público deixa de receber investimento, servidores e estrutura. Depois aparecem as dificuldades. E quando as dificuldades finalmente surgem, a privatização, a terceirização, a concessão ou a parceria privada passam a ser vendidas para a população como soluções modernas, eficientes e inevitáveis.
O problema é que existe uma diferença enorme entre administrar uma cidade e administrar uma carteira de contratos.
Quando a Prefeitura terceiriza um serviço essencial, ela não elimina o problema. Ela apenas transfere a execução para outra empresa. E quando a empresa falha, quando o contrato dá problema ou quando o serviço deixa de funcionar como deveria, a população continua batendo na mesma porta: a da Prefeitura. Porque governar não é jogar Banco Imobiliário com patrimônio público. Governar é assumir responsabilidade sobre os serviços que impactam a vida das pessoas todos os dias.

OS FATOS SÃO DIFERENTES, MAS O ROTEIRO É O MESMO.
Os exemplos recentes ajudam a entender o alerta do SIMA. Na inclusão escolar, havia 49 candidatos aprovados em concurso aguardando convocação. Mesmo assim, o governo manteve o atendimento terceirizado. Quando o modelo entrou em colapso e mais de 1.500 estudantes atípicos ficaram sob insegurança, a resposta não foi fortalecer o quadro efetivo, mas buscar uma nova terceirização.
Na saúde, a lógica se repete. Apesar do concurso público, as equipes seguem incompletas, a atenção básica enfrenta dificuldades e os profissionais permanecem sobrecarregados.
Ao mesmo tempo, a Prefeitura avançou com a PPP da iluminação pública, colocou em andamento o leilão do Parque da Solidariedade e encaminhou à Câmara o Projeto de Lei nº 104/2025, que autorizava a venda de receitas futuras da dívida ativa para bancos e fundos de investimento. Após a denúncia pública feita pelo presidente do SIMA, Rodinei Rosseto, o governo reagiu afirmando que tudo não passava de boato. O problema é que o projeto existia. Não era apenas uma ideia: havia número, texto e tramitação.E depois foi retirado da Câmara. A dúvida que permanece é simples: era boato ou era projeto de lei?
Porque, até onde se sabe, boatos não recebem número de protocolo. Boatos não são encaminhados para votação. E boatos não precisam ser retirados da Câmara de Vereadores.
O PROBLEMA DE HOJE PODE VIRAR A DESCULPA DE AMANHÃ.
Rosseto alerta para um aspecto desse debate que quase nunca aparece nas propagandas oficiais: a falta de concursos públicos não prejudica apenas a qualidade dos serviços prestados à população. Além disso, ela afeta diretamente a sustentabilidade da previdência dos servidores.
Cada trabalhador concursado que ingressa no município passa a contribuir para o FUNSEMA. No entanto, quando esses profissionais deixam de ser contratados e são substituídos por terceirizações, contratos emergenciais e outras formas precárias de contratação, menos contribuintes entram no sistema.
Como consequência, o fundo perde capacidade de se fortalecer ao longo dos anos.
Por isso, para o SIMA, defender concurso público não significa apenas proteger a qualidade do serviço prestado à população. Significa também defender o futuro do FUNSEMA e das aposentadorias dos servidores.
Em outras palavras, quando um governo deixa de fortalecer o quadro efetivo, ele não está apenas economizando no presente. Na prática, está criando um problema que, amanhã, poderá ser usado como justificativa para retirar ainda mais direitos.
RODINEI ROSSETO
Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Alvorada (SIMA)