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 SIMA E MULHERES GUERREIRAS: UM PROJETO QUE ALIMENTA E TRANSFORMA VIDAS

SIMA E MULHERES GUERREIRAS: UM PROJETO QUE ALIMENTA E TRANSFORMA VIDAS

Antes de alimentar centenas de famílias da comunidade, a cozinha do SIMA nasceu para cuidar de quem não podia parar. Em plena pandemia, enquanto a maioria permanecia em casa, servidores públicos continuavam na linha de frente. Foi para eles que tudo começou. O que nasceu na cozinha da casa do presidente Rodinei Rosseto tornou-se um dos maiores projetos sociais de Alvorada.

TUDO COMEÇOU CUIDANDO DE QUEM CUIDAVA DA CIDADE

Quando a pandemia mudou a rotina do país, servidores da saúde, da assistência social, da limpeza urbana e de outros serviços essenciais seguiram trabalhando para manter Alvorada funcionando. Foi diante dessa realidade que, na cozinha da casa do presidente do SIMA, começaram a ser preparadas refeições para esses trabalhadores.

Mas a pandemia deixou outra marca. Muitas famílias perderam o emprego, a renda desapareceu e colocar comida na mesa virou um desafio diário. O SIMA percebeu que aquela missão precisava ir além dos servidores. As marmitas continuaram chegando para quem estava na linha de frente, enquanto campanhas de arrecadação e cestas básicas passaram a atender famílias da comunidade.

O contato diário revelou outra realidade: muitas mulheres sustentavam sozinhas seus lares e precisavam de oportunidades para reconstruir a vida. Assim nasceu o projeto Mulheres Solo, que transformou a solidariedade em acolhimento, aprendizado e fortalecimento. Durante as enchentes de 2024, essa corrente cresceu ainda mais e consolidou uma nova etapa da sua história: a Cozinha Mulheres Guerreiras.

Hoje, todas as quartas e sextas-feiras, o projeto funciona na sede do SIMA, produzindo cerca de 1.200 marmitas por semana para aproximadamente 120 famílias. A cozinha cresceu, ganhou novas voluntárias e novas parcerias, mas nunca perdeu seu propósito: cuidar de quem mais precisa.

MUITO ALÉM DA COMIDA

Quem conhece a Cozinha Mulheres Guerreiras logo percebe que ali não se preparam apenas refeições. Enquanto o alimento ganha forma, mulheres compartilham experiências, aprendem novas habilidades e descobrem caminhos para reconstruir suas vidas. 

No projeto, várias mulheres aprenderam a produzir cucas, pães e pizzas. Hoje elas vendem seus produtos para vizinhos e conhecidos, conquistando uma renda extra para ajudar no sustento da família. 

Essa é a essência da cozinha. Alimentar quem sente fome, mas também fortalecer mulheres, criar oportunidades e mostrar que solidariedade também pode gerar autonomia. 

UMA CORRENTE DE SOLIDARIEDADE QUE CONTINUA CRESCENDO 

A Cozinha Mulheres Guerreiras existe graças à solidariedade dos servidores públicos, da comunidade e de parceiros como o Programa Fome Zero e o Gibifest. Cada família atendida é cadastrada e acompanhada para que o alimento venha acompanhado de orientação, cidadania e acesso a direitos.

Olhando para essa trajetória, fica evidente como um gesto de cuidado se transformou em um projeto de transformação social. Primeiro vieram as refeições para os servidores. Depois as cestas básicas para a comunidade. Em seguida nasceu o Mulheres Solo. E, com a força das voluntárias e da solidariedade que marcou as enchentes de 2024, surgiu a Cozinha Mulheres Guerreiras.

Da cozinha da casa do presidente do SIMA às centenas de marmitas que hoje chegam à mesa de famílias de Alvorada, muita coisa mudou. Mas uma certeza permaneceu a mesma: quando servidores públicos, sindicato e comunidade caminham juntos, a solidariedade deixa de ser um gesto e passa a transformar vidas. Porque nenhum direito, nenhuma conquista e nenhuma mudança acontecem por acaso. São resultado de união, compromisso e pessoas dispostas a estender a mão para quem mais precisa. 


RODINEI ROSSETO
Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Alvorada (SIMA)