PREVENIR É MELHOR DO QUE REMEDIAR. MAS SERÁ QUE O GOVERNO MARTELLO APRENDEU ESSA LIÇÃO?
Na última sexta-feira (17), enquanto Alvorada ainda vivia dias de calor intenso e os institutos meteorológicos já apontavam a chegada de um longo período de chuva , o sindicato transformou o alerta em ação e protocolou um ofício cobrando respostas do governo Martello. Agora, com a chuva já atingindo Alvorada, uma pergunta continua sem resposta: o Município fez a lição de casa ou vai agir quando o problema já estiver instalado?
QUEM ESPERA A CHUVA CHEGAR SEMPRE TEM MENOS TEMPO PARA AGIR.
A experiência vivida pelo Rio Grande do Sul em 2024 mostrou que planejamento não é um detalhe administrativo e que prevenir nunca pode começar quando a água já está dentro de casa. Preparar a cidade para um novo período de instabilidade climática em 2026 já é responsabilidade de qualquer governo que pretende proteger sua população.
Na última sexta-feira (17), o presidente do SIMA, Rodinei Rosseto, protocolou um ofício encaminhado ao prefeito Douglas Martello, com cópia à Câmara de Vereadores, solicitando informações sobre as medidas preventivas adotadas pelo Município diante da possibilidade de novos eventos climáticos extremos.
O documento vai muito além de uma cobrança genérica. Ele pergunta se Alvorada possui um Plano Municipal de Contingência atualizado, quais medidas foram adotadas depois das enchentes de 2024 e quais treinamentos foram realizados para preparar as equipes que atuarão em situações de emergência.
O sindicato também quer saber se a limpeza e a desobstrução de bocas de lobo, galerias pluviais, bueiros, arroios e canais estão sendo executadas regularmente; quais obras foram realizadas na estrutura de captação de água da Corsan, atingida durante a enchente de 2024; se existe um levantamento atualizado das áreas com maior risco de alagamento; quando terão início as obras do dique anunciadas pelos governos Federal e Estadual; quais obras de drenagem e contenção de cheias estão em andamento; se a Defesa Civil possui estrutura suficiente para responder a uma eventual emergência; quais protocolos existem para proteger os servidores públicos que estarão na linha de frente e como a Prefeitura pretende orientar a população caso a situação se agrave.
Nenhuma dessas perguntas é exagerada. Todas nasceram da mesma experiência que marcou Alvorada em 2024. Quando uma cidade se prepara antes, reduz prejuízos, protege vidas e permite que os serviços públicos continuem funcionando mesmo diante das dificuldades. Também é importante separar manutenção de prevenção. Limpar valos, galerias e canais é uma obrigação permanente do poder público, mas essa medida, sozinha, não substitui obras estruturantes capazes de reduzir os impactos das enchentes. Porque a prevenção sempre acontece antes da primeira gota cair. Depois disso, o nome já não é prevenção. É remediação.
O SIMA SEGUE AGUARDANDO. A CHUVA, ESSA, NÃO ESPERA.
Até o momento, o governo Martello ainda não respondeu aos questionamentos apresentados pelo SIMA. O sindicato continuará acompanhando essa pauta porque planejamento não significa apenas enfrentar enchentes. Os alertas para este período também exigem ações de combate à dengue, preparação da Defesa Civil e treinamento dos servidores que estarão na linha de frente, garantindo que tenham equipamentos de proteção individual e condições adequadas para atender a população caso uma emergência aconteça.
O desejo do SIMA é que nenhuma dessas medidas precise ser colocada à prova. Mas, se esse momento chegar, os servidores públicos têm o direito de estar preparados, qualificados e protegidos para prestar o melhor atendimento possível à população.
Porque, quando a enchente invade ruas e casas, a população não pergunta quantas reuniões foram realizadas nem quantos discursos foram feitos. A única pergunta que realmente importa é: o que foi feito antes da primeira gota cair?
RODINEI ROSSETO
Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Alvorada (SIMA)