SIMA COBRA CONVOCAÇÃO DE 49 APROVADOS NO CONCURSO DE MONITOR INFANTO-JUVENIL DE ALVORADA
A convocação dos aprovados do concurso de Alvorada para o cargo de Monitor Infanto-Juvenil precisa entrar definitivamente na pauta da Prefeitura. Desde a homologação do Concurso Público nº 01/2023, ocorrida em março de 2024, 49 candidatos aprovados continuam aguardando a nomeação.
O concurso permanece válido. A necessidade de profissionais também permanece. Por isso, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Alvorada (SIMA) defende que a Prefeitura convoque os aprovados e fortaleça o serviço público municipal.
Nenhum direito é conquistado por boa vontade
Existe uma pergunta que acompanha a história dos trabalhadores: por que algumas categorias conseguem mudar decisões de governos, enquanto outras passam anos esperando?
A resposta está na organização.
Ter razão, por si só, nunca foi suficiente. Caso bastasse a existência de um direito, não seriam necessárias assembleias, campanhas salariais, mobilizações, greves ou sindicatos.
Da mesma forma, a simples aprovação em um concurso público não garante a nomeação. Um candidato sozinho pode apresentar argumentos. No entanto, uma categoria organizada consegue ampliar a pressão e obrigar o governo a negociar.
Foi assim em conquistas importantes dos servidores de Alvorada, como o vale-alimentação, o descongelamento dos 583 dias, a defesa do piso do magistério e o reenquadramento dos educadores sociais.
Nenhuma dessas vitórias surgiu espontaneamente. Todas foram resultado de mobilização, pressão e unidade.
49 aprovados continuam aguardando convocação
Em março de 2024, a Prefeitura de Alvorada homologou o Concurso Público nº 01/2023. Entre os candidatos aprovados estavam 49 profissionais para o cargo de Monitor Infanto-Juvenil.
Desde então, eles aguardam a convocação.
Ao mesmo tempo, a rede municipal enfrenta dificuldades para garantir o acompanhamento adequado de estudantes que necessitam desse atendimento. A saída da ABESS tornou a situação ainda mais evidente, atingindo um modelo responsável pelo atendimento de mais de 1.500 estudantes atípicos.
Nesse cenário, a convocação dos candidatos aprovados representa uma medida concreta para começar a enfrentar o problema.
Se 49 profissionais não bastam, por que não convocá-los?
O governo municipal argumenta que os 49 monitores aprovados não seriam suficientes para atender toda a demanda da rede.
Porém, esse argumento gera uma pergunta inevitável: se 49 profissionais não são suficientes, por que não convocá-los imediatamente e, depois, realizar um novo concurso público para preencher as vagas restantes?
A falta de profissionais não pode ser utilizada como justificativa para deixar de nomear aqueles que já foram aprovados.
Ao contrário, ela demonstra que o município precisa ampliar seu quadro permanente e investir em servidores públicos qualificados.
SIMA cobra solução para os aprovados
O SIMA já denunciou a situação, reuniu documentos, cobrou providências e encaminhou o caso ao Ministério Público.
Essas iniciativas são importantes. Entretanto, a experiência mostra que a mobilização dos próprios candidatos também é fundamental.
Uma lista com 49 nomes pode ser ignorada por uma administração. Já um grupo organizado, presente nos espaços públicos e acompanhado pelo sindicato, aumenta a pressão e torna a pauta mais difícil de ser deixada de lado.
Concurso público não nomeia servidor automaticamente. A nomeação depende de uma decisão do governo. E decisões políticas costumam mudar quando a pressão social também muda de tamanho.
Terceirização não pode substituir o serviço público
A discussão sobre os monitores não ocorre de forma isolada.
Na inclusão escolar, o município recorre à terceirização. Na iluminação pública, aposta em parceria público-privada. Também houve movimentações envolvendo o Parque da Solidariedade e receitas futuras da dívida ativa.
Embora sejam situações diferentes, existe um ponto em comum: diante de problemas públicos, o fortalecimento do quadro de servidores municipais raramente aparece como primeira alternativa.
Para o SIMA, serviços permanentes devem ser executados, prioritariamente, por servidores concursados. Isso garante maior continuidade, estabilidade, transparência e compromisso com a população.
Mobilização pode garantir a convocação dos aprovados
Hoje, a luta é pela convocação dos aprovados do concurso de Alvorada. Amanhã, a mobilização poderá envolver o plano de carreira, o reajuste salarial, as condições de trabalho ou a aposentadoria dos servidores.
A pauta muda, mas a regra permanece: governos dificilmente recuam apenas porque alguém reclamou individualmente. A mudança acontece quando encontram uma categoria informada, mobilizada e organizada.
Para o presidente do SIMA, Rodinei Rosseto, defender o servidor público também significa defender a qualidade dos serviços oferecidos à população.
“O servidor é o maior patrimônio da nação. É ele quem faz a educação acontecer, garante o atendimento na saúde, fortalece a assistência social e mantém os serviços públicos funcionando todos os dias.”
Valorizar o servidor é valorizar a cidade. Além disso, investir em profissionais concursados fortalece as políticas públicas e melhora o atendimento oferecido à população de Alvorada.
O chamado do SIMA aos 49 aprovados
Nenhuma conquista acontece de forma automática. Direitos são resultado de luta, mobilização e unidade.
Aos 49 candidatos aprovados, o SIMA deixa um chamado: organizem-se, participem das mobilizações e caminhem ao lado do sindicato.
As maiores vitórias dos servidores de Alvorada não nasceram da espera. Elas começaram quando os trabalhadores decidiram lutar juntos.
Rodinei Rosseto
Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Alvorada — SIMA