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 O SIMA COBROU PREVENÇÃO. O GOVERNO MARTELLO PREFERIU O SILÊNCIO. AGORA É A CIDADE QUE ESPERA RESPOSTAS.

O SIMA COBROU PREVENÇÃO. O GOVERNO MARTELLO PREFERIU O SILÊNCIO. AGORA É A CIDADE QUE ESPERA RESPOSTAS.

No dia 17 de julho, antes das fortes chuvas atingirem Alvorada, o SIMA protocolou um ofício cobrando da Prefeitura informações sobre as medidas adotadas para preparar o município diante da previsão de novos eventos climáticos extremos. Dez dias depois, a chuva chegou, o Rio Gravataí voltou a subir, famílias deixaram suas casas preventivamente e a pergunta feita pelo sindicato continua sem resposta: afinal, o que mudou em Alvorada depois da tragédia climática de 2024?

O SIMA FEZ AS PERGUNTAS QUE A POPULAÇÃO TAMBÉM GOSTARIA DE FAZER.

Quando encaminhou o Ofício nº 085/2026 ao prefeito Douglas Martello, o SIMA não pediu favores nem fez cobranças eleitorais. O sindicato fez perguntas objetivas que qualquer cidadão tem o direito de conhecer.

O Município possui um Plano de Contingência atualizado? Que obras foram realizadas desde a enchente de 2024? O sistema de captação de água da Corsan recebeu melhorias depois dos problemas registrados no ano passado? Quando começam as obras do dique anunciadas para proteger Alvorada? A Defesa Civil está preparada para uma nova emergência? Os servidores públicos receberam treinamento? Existem protocolos para proteger quem estará atendendo a população justamente quando a cidade mais precisar?

Nenhuma dessas perguntas buscava criar desgaste político. Todas buscavam a mesma coisa: saber se Alvorada estava mais preparada do que estava um ano atrás. Até agora, o governo Martello preferiu não responder.

A CHUVA FEZ O QUE A CHUVA SEMPRE FAZ. O GOVERNO AINDA PRECISA EXPLICAR O QUE FEZ DESDE 2024.

Na segunda-feira, 27 de julho, o cenário voltou a preocupar. O Rio Gravataí entrou em monitoramento, famílias precisaram ser retiradas preventivamente de áreas de risco e a Defesa Civil voltou a mobilizar equipes para acompanhar a evolução da chuva. Nada disso foi inesperado. Os alertas meteorológicos já indicavam a possibilidade de um novo período de instabilidade e foi justamente por isso que o SIMA decidiu agir antes, protocolando um ofício para saber se Alvorada estava preparada para enfrentar uma nova emergência.

A chuva fez aquilo que a natureza sempre faz. O que continua sem resposta é qual foi o papel do governo Martello antes da primeira gota cair. Porque a prevenção não começa quando o gabinete de crise é instalado, quando o rio sobe ou quando as famílias precisam deixar suas casas. Ela começa meses antes, com planejamento, obras estruturantes, treinamento das equipes, fortalecimento da Defesa Civil e transparência sobre aquilo que foi, ou não foi, realizado desde a enchente de 2024.

Foi exatamente isso que o SIMA perguntou no dia 17 de julho. E é exatamente isso que a Prefeitura continua sem responder.

MONITORAR NÃO CONSTRÓI DIQUES.

Durante toda a semana, a população acompanhou publicações mostrando equipes monitorando o Rio Gravataí, vistorias em áreas de risco e reuniões do Gabinete de Gerenciamento de Crise. Esse trabalho é necessário. Mas monitorar não impede que a água suba. Monitorar não substitui planejamento. E monitorar não constrói as obras que Alvorada espera desde a tragédia de 2024.

É justamente por isso que o SIMA protocolou o Ofício nº 085/2026. O sindicato não perguntou quantas equipes estariam monitorando o rio. Perguntou quando começam as obras estruturantes, quais medidas já foram executadas desde 2024 e como a Prefeitura pretende proteger servidores e população enquanto essas intervenções continuam apenas no papel.

Porque nenhuma cidade vence uma enchente apenas observando o nível da água. Enfrenta uma enchente quem planeja antes, investe antes e executa antes. O restante é gestão de emergência. Prevenção é outra coisa. 

A próxima chuva vai chegar. A única pergunta que ainda não tem resposta é se ela encontrará uma cidade mais preparada ou uma cidade que continuará apenas assistindo o rio subir.

RODINEI ROSSETO
Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Alvorada (SIMA)