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 Para Rosseto, o desmoronamento no Cemitério Municipal é a cara de um governo que desaba na questão social

Para Rosseto, o desmoronamento no Cemitério Municipal é a cara de um governo que desaba na questão social

O desmoronamento das galerias da quadra E, do Cemitério Municipal de Alvorada, que provocou a queda de cerca de 90 gavetas com corpos sepultados, foi apontado como “uma tragédia anunciada” por Rodinei Rosseto, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Alvorada (SIMA). Para ele, o fato retrata o fim de um governo que desaba depois de duas gestões em que a questão social sempre foi relegada ao segundo plano. O SIMA já havia denunciado irregularidades no cemitério e solicitado vistoria a setores da Prefeitura.

Em ofício encaminhado ao Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho e ao Departamento de Vigilância Sanitária, no início de março, o sindicato cobrava providências para sanar os problemas, como a falta de condições de segurança e também sanitárias a que estavam sendo submetidos os servidores e consequentemente os visitantes. No primeiro dia de março, Rosseto voltou ao local e constatou que os problemas sinalizados continuavam sendo os mesmos.

O descaso da administração municipal está evidenciada na ausência de acessibilidade, como rampa de acesso, impossibilitando a locomoção por cadeirantes, banheiros insalubres, presença de cães, ratos, pombos e baratas circulando pelo local, falta de sinalização, ausência de extintor de incêndio, iluminação precária, refeitório desorganizado e sujo, vestiário e ferramentaria em situação caótica, e vazamento de água, encanamentos improvisados, falta de limpeza nos esgotos, canos de drenagem entupidos.

Para piorar, fios desencapados e soltos aumentam o risco de curto circuito para funcionários que atuam sem equipamento de proteção, como máscara e trabalham com botas e uniformes deteriorados.

INCOMPETÊNCIA E CUMPLICIDADE

O episódio envolvendo a troca de gestão do Hospital de Alvorada, em que novamente o Governo Appolo se esquiva de sua responsabilidade com os trabalhadores da saúde e a comunidade, é mais um capítulo do desmonte da saúde pública em Alvorada. Foram mais de 400 funcionários foram demitidos sem ter seus direitos trabalhistas acertados, enquanto Neuza Abruzzi, Secretária da Saúde entre 2017 e 2023 preferiu transferir a culpa para o governo do estado, como se não fosse cúmplice dos desmandos do Governo Leite.

Em Alvorada, a população pena com a crise no atendimento nos postos de saúde, em que os servidores atuam em meio às péssimas condições de trabalho e há carência de material básico, até para fazer curativos.

A incompetência administrativa é tal que a falta de profissionais nas Unidades Básicas de Saúde resultou na suspensão do repasse de recursos para Alvorada, não foram cumpridas as metas estabelecidas pelo governo federal. Outra vez, a população de Alvorada sofre com as falas de um governo incapaz de administrar a saúde em favor da vida.

Renato Ilha, jornalista (Fenaj 10.300)