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 EDUCAÇÃO EM ALERTA: DIEESE CONFIRMA BAIXO INVESTIMENTO E DESMONTE NA EDUCAÇÃO DE ALVORADA

EDUCAÇÃO EM ALERTA: DIEESE CONFIRMA BAIXO INVESTIMENTO E DESMONTE NA EDUCAÇÃO DE ALVORADA

Relatório do DIEESE revela que a Prefeitura de Alvorada aplicou apenas 15,3% do orçamento em educação, dez pontos abaixo do mínimo legal. Enquanto sobram milhões nos cofres, falta respeito com quem faz a educação acontecer.

Uma análise recente do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) confirmou o que o SIMA vem denunciando há meses: a educação pública em Alvorada está sendo desmontada pela falta de gestão e de compromisso político.

De acordo com o levantamento, apenas 15,3% do orçamento municipal foi aplicado em educação, quando o mínimo constitucional é 25%. Pior: só 62,7% dos recursos do FUNDEB foram destinados aos profissionais da educação, bem abaixo do mínimo legal de 70%.

O que isso significa? Que R$24,8 milhões poderiam estar nas escolas, nas folhas de pagamento, em contratações de novos servidores, mas seguem parados, enquanto a rede enfrenta sobrecarga, falta de pessoal e estruturas em colapso.

EDUCAÇÃO NÃO É GASTO: É INVESTIMENTO

O presidente do SIMA, Rodinei Rosseto, tem repetido uma verdade: “O problema de Alvorada não é falta de dinheiro. É falta de gestão.”

Recursos existem, o que falta é prioridade! Com o orçamento disponível, seria possível valorizar professores, orientadores, supervisores, merendeiras e secretários de escola, abrir novos concursos públicos e recompor equipes. Mas o que o governo faz? Terceiriza.

Enquanto isso, o SIMA tem recebido relatos alarmantes: servidores da Central de Matrículas estão trabalhando das 8h às 18h sem intervalo, e ainda sendo obrigados a cumprir jornada aos sábados, das 8h ao meio-dia, sem hora extra! Essa é a “eficiência” que o governo vende: gente esgotada, sem reconhecimento e sem direitos.

Por trás do discurso bonito de modernização, o que se esconde é um modelo de gestão que trata a educação como despesa, e não como investimento!

TERCEIRIZAÇÃO EM ALTA, SERVIDORES EM FALTA

Falando em terceirização, os dados revelam ainda outro problema: o aumento da terceirização supera os 45,1% em Alvorada.

E o problema vai além da gestão imediata. A falta de servidores concursados enfraquece o próprio FUNSEMA (Fundo de Previdência dos Servidores Municipais de Alvorada).
Sem novas contratações, o equilíbrio do fundo fica ameaçado, já que a cada servidor que se aposenta, são necessários pelo menos 3,8 novos servidores na ativa para sustentar o sistema. Ou seja, a omissão de hoje compromete a aposentadoria de amanhã.

E se os números da terceirização e da educação já são alarmantes, os da gestão de cargos comissionados escancaram o descompromisso com o dinheiro público.

De acordo com a LDO 2026 (Lei de Diretrizes Orçamentárias), o município possui 422 cargos ocupados entre cargos comissionados (CCs) e funções gratificadas (FGs). Enquanto isso, dos 3.764 cargos efetivos criados, apenas 2.750 estão preenchidos (servidores ativos atualmente).

Durante a campanha eleitoral de 2024, o atual prefeito Douglas Martello prometeu reduzir em 50% o número de CCs no governo. O que se viu, no entanto, foi o oposto, em pouco tempo de mandato, a promessa virou pó.

EJA AMEAÇADO, COMUNIDADE MOBILIZADA

Durante a assembleia online do SIMA, realizada em 5 de Novembro, servidores e educadores decidiram se mobilizar contra a tentativa da Prefeitura de fechar o EJA (Educação de Jovens e Adultos), reduzindo de oito para apenas três polos, e de encerrar o ensino fundamental na EMEF Hilário Feijó, ameaçando diretamente alunos, professores e toda a comunidade escolar.

Em resposta, o sindicato e a comunidade chamaram um ato em forma de panelaço que será em frente à Secretaria Municipal de Educação, no dia 12 de Novembro, exigindo respeito à educação pública e à história dos alunos, comunidade e professores que fazem parte dela.

Fechar o EJA não é apenas reduzir a oferta de ensino. É apagar oportunidades, calar sonhos e fechar portas para quem precisa estudar para ter um emprego digno. 

Ofertar o EJA à comunidade, não é um favor que os professores têm que fazer: é uma obrigação do Estado! Assim como o Secretário da Saúde vai aos bairros com megafone para oferecer vacinas, o Secretário da Educação deveria ir às comunidades e garantir que o EJA chegue até quem precisa. 

O EJA é mais do que educação: é dignidade, é futuro, é oportunidade. E nós não vamos aceitar que ninguém tenha seus sonhos negados por descaso administrativo!

CLIMA DE MEDO E A FALTA DE DIÁLOGO

Durante a SIPAT, que ocorreu de 3 á 6 de Novembro de 2025, o isolamento dos servidores e os casos de assédio moral vieram à tona, revelando o clima de terror instalado na Prefeitura, e isso revela um governo que prefere o silêncio à escuta.

O SIMA reitera: Assédio moral é crime. Racismo é crime. E ignorar os trabalhadores também é uma forma de violência!

Diante de um cenário onde a gestão municipal ignora a lei, precariza o serviço público e tenta silenciar os trabalhadores e o sindicato, a união se torna a única resposta. O SIMA seguirá firme, enfrentando o descaso e a perseguição, porque o serviço público é um direito do cidadão, e um dever do estado. E o SIMA não vai se calar! 

 

RODINEI ROSSETO
Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Alvorada (SIMA)