SIMA SE COLOCA CONTRA O REGIME 6X1 QUE FOI PROPOSTO PELO GOVERNO MUNICIPAL
O governo municipal de Alvorada enviou às escolas um planejamento propondo a ampliação da carga horária de professores da educação infantil e anos iniciais de 20 para 24 horas semanais. A proposta vem acompanhada de um acréscimo salarial, mas a história já mostrou que nem tudo que parece benefício é vantajoso para a categoria.
UM PACOTE QUE ESCONDE MAIS ATAQUES
Para entender o impacto real dessa mudança, é preciso lembrar do que já aconteceu: desde o início do ano, a Secretaria de Educação tem agido sem diálogo com os professores ou com a comunidade, alterando horários das aulas, retirando o direito do professor se alimentar no refeitório, comprando a hora-atividade dos professores por valores irrisórios, e agora, querendo adotar a escala 6×1 para os professores.
O documento que trazia essa proposta da mudança de 20h para 24h, foi apresentado aos professores pela equipe diretiva das escolas e depois, proibido de ser fotografado ou compartilhado.
Mesmo assim, graças à coragem de um servidor anônimo, uma cópia impressa chegou às mãos do sindicato. De imediato, o SIMA convocou assembleia online com centenas de professores, para discutir coletivamente a defesa dos direitos da categoria.
UMA JORNADA QUE PARECE BONITA, MAS ESCONDE ARMADILHAS
Atualmente, os professores de Ed. Infantil e anos iniciais (categoria afetada), cumprem 20 horas semanais, sendo 13 horas em sala de aula e 7 horas de hora-atividade. A proposta do governo prevê 24 horas semanais, 16 horas com alunos e 8 horas de hora-atividade, sendo 4 horas aos sábados.
O Governo diz que a aceitação é facultativa e que altera o vínculo de forma permanente para o futuro. No entanto, o Governo está ameaçando professores com a obrigação de trabalhar no recesso escolar, um período em que todas as escolas estarão sem aulas, mesmo sendo uma adesão facultativa.
Essa é uma clara coação que desrespeita o direito dos profissionais ao descanso e anuncia retaliação a quem não se dobrar aos desmandos do Prefeito. A esse respeito, o presidente Rodinei Rosseto adverte: “não aceitaremos pressão e nem chantagem na questão do recesso!”
Estamos falando de uma imposição que transforma professores em trabalhadores de um regime 6×1, nunca adotado em escolas particulares ou militares, somente na municipal de Alvorada, agora.
E o engraçado, para não falar trágico, é que estamos vivendo um momento no brasil onde os movimentos sindicais, a população, deputados, vereadores, artistas e entre outras entidades e massas estão levantando a bandeira para acabar a escala 6×1 no Brasil, mas o governo municipal parece que está navegando ao contrário da evolução, no momento que estuda implementar esse regime para uma categoria que nunca trabalhou 6×1.
Com tantos ataques acumulados, o desgaste da categoria é evidente. Muitos professores relatam medo, frustração e dúvidas sobre como será sua rotina caso aceitem a jornada de 24 horas.
MOBILIZAÇÃO DO SIMA: A PALAVRA É DO PROFESSOR
Na assembleia do dia 16 de agosto, ficou decidido que a categoria terá voto livre e secreto, com votação online e presencial, urnas em escolas e no sindicato, e fiscalização total do SIMA. Nenhuma autoridade poderá pressionar, coagir ou chantagear servidores, qualquer tentativa é crime e violação constitucional. O sindicato orienta: não aceitem chantagens. Qualquer ameaça ou coação deve ser registrada e denunciada ao SIMA, que oferecerá todo apoio jurídico.
As reações dos professores nas redes sociais mostram descontentamento:
Se eu votar não, continuarei tendo um terço de hora-atividade?
- Eu já tenho que entrar às 7h30 e tenho que sair depois das 18h. E agora ainda vou ter que trabalhar aos sábados? Que buxa.
- Como ficará a situação para orientadores, supervisores e demais servidores da escola?
SIMA PRESSIONA GOVERNO E DEFENDE A CATEGORIA
Em 20 de agosto de 2025, o SIMA, incansável na defesa dos direitos dos trabalhadores, confrontou a irredutibilidade do governo em uma reunião crucial com o secretário Ítalo Mainieri e Cristiano Oliveira, secretário de Educação e de Governo. O SIMA, com a força de sua base e pesquisas que comprovam o apoio massivo da categoria, reafirmou a necessidade urgente de aumento salarial, reconhecimento profissional e a realização de concursos públicos para suprir a carência de professores nas escolas. A resistência é a palavra de ordem! Não aceitaremos o massacre da classe trabalhadora. A vitória parcial da reunião foi a garantia de que o projeto será apresentado ao sindicato antes de ser enviado à Câmara, permitindo que a categoria discuta e tome as providências necessárias. Sua voz é fundamental neste momento decisivo! Participe da pesquisa do sindicato e escolha a opção que defende seus direitos. O SIMA é claro: somos contra o 6×1, exigimos mais professores, mais concursos e salários justos, que reflitam o valor do nosso trabalho, e não o aumento da carga horária sem a devida compensação de horas extras. O SIMA afirma que seguirá independente, atuante e para os servidores!
RODINEI ROSSETO
Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Alvorada (SIMA)