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 GOVERNO MARTELLO TIRA O DIREITO À SAÚDE DA FAMÍLIA DO SERVIDOR

GOVERNO MARTELLO TIRA O DIREITO À SAÚDE DA FAMÍLIA DO SERVIDOR

A promessa de diálogo virou silêncio. A proteção virou migalha. E a saúde da família do servidor, ignorada. Mesmo com a rejeição unânime dos trabalhadores em assembleia, a base aliada do governo aprovou o projeto que abandona os dependentes e oferece um auxílio que não paga nem uma consulta.

DE PROMESSAS À DECEPÇÃO

Na sexta-feira, 11 de julho, o presidente Rodinei Rosseto, acompanhado pelos diretores do SIMA: Marinês Rodrigues, José Junior, Fabiano Chaves, Felipe Gross, Carlos Queiroz, o diretor da FESISMERS Elias Moreira e o advogado do GLZ Advogados, escritório que presta serviços ao SIMA há mais de 10 anos participaram de uma reunião com os secretários do governo Martello, como Mauricio Cardoso (Fazenda), Taison Neves (Administração), Cristiano de Oliveira (Secretário Geral), Jacson Renato (Saúde) e outros secretários adjuntos que representaram as pastas cujos titulares não puderam comparecer. Era o momento de lutar por dignidade, de garantir que nenhum servidor tivesse que escolher entre cuidar da própria saúde ou da saúde da sua família. Mas o que foi oferecido foi um teto: até R$ 200 por servidor.

Funciona assim: o governo oferece 50% do valor do plano de saúde até o limite de 200 reais. Se o plano custa R$ 400, o servidor recebe os 50%, ou seja, os R$ 200. Agora, se o plano custa R$ 600, o valor de 50% seria R$ 300, mas o governo não paga os 50% nesse caso, e sim apenas o teto de R$ 200. Além disso, a ajuda não cobre os dependentes de forma alguma. Isso mesmo: é só para o titular. A família do servidor está completamente fora da cobertura.

Muitos podem pensar: “ah, mas R$ 200 já ajuda”. Talvez, para um servidor novo sim. Mas e quem dedicou a vida inteira à cidade? E aquele que está nos últimos anos antes de se aposentar? Para esses, o valor é medíocre, um desprezo com quem serviu a Alvorada por décadas.

ASSEMBLEIA REJEITA A PROPOSTA: “NÃO É SAÚDE, É ABANDONO”

O SIMA tinha marcado uma assembleia e ato com os servidores para quarta-feira, 16 de julho, em frente à Prefeitura. Porém, o projeto do auxílio-saúde seria votado um dia antes, no dia 15, às 17h30. Então, o sindicato, por meio de suas redes sociais, trocou a data da assembleia para terça-feira, dia 15. Acreditávamos que, realizando a assembleia antes e, dependendo da deliberação da categoria, a decisão dos servidores seria respeitada…

Então, na manhã de terça (15), o sindicato reuniu centenas de servidores na Assembleia Geral, na sede do sindicato. Após a apresentação detalhada da proposta do governo, a resposta dos servidores foi clara: rejeição unânime.

No mesmo dia, o SIMA enviou um ofício à Prefeitura e ao Secretário-Geral exigindo uma resposta imediata e denunciando o descaso com as famílias dos servidores. O documento dizia:

“Os servidores deliberaram que o valor ofertado foi considerado insuficiente para garantir o acesso digno à saúde como um direito das famílias e dos servidores. […] Está sendo ferido o bem mais importante de nossos trabalhadores, suas famílias. Reiteramos a urgência na revisão do valor do Auxílio-Saúde, em respeito às famílias dos servidores e à manutenção do diálogo democrático com aqueles que sustentam os serviços essenciais do município.” Bom, o ofício foi ignorado pelo governo e a proposta foi enviada igual para a Câmara de Vereadores.

E lá, mesmo com servidores presentes segurando alguns cartazes como “Quanto vale a saúde do servidor?”, “Saúde e respeito” e “Nenhum direito a menos”, o resultado foi: 13 votos a favor de dar até 200 para os servidores. Isso porque, com a mesma força que os servidores seguravam os cartazes, o governo Martello segura a coleira da base que comanda na Câmara. Os vereadores aliados seguiram a cartilha: ignoraram a assembleia. Ignoraram o sindicato. Ignoraram a urgência. E aprovaram uma proposta que corta, exclui e pune a família de quem sempre serviu à cidade. Veja bem, a família, logo uma das pautas que o governo sempre defendeu em época de eleição. Deveriam mudar a pauta de DEUS, PÁTRIA E FAMÍLIA para CECE’s, PRIVATIZAÇÃO E DINHEIRO.

A HORA É AGORA! A LUTA É DE TODOS NÓS, NÃO BASTA FICAR NA TORCIDA

Apesar do ataque aos dependentes, a luta do sindicato garantiu alterações no projeto original. E sim, tivemos conquistas importantes, fruto direto da mobilização desse sindicato em conjunto com os servidores.

  • Garantimos que o valor de até R$ 200 seja pago a todos os servidores, independentemente da operadora. Pois no projeto original, o governo ofereceria o auxílio apenas para quem tivesse permanecido no IPÊ como “optante”. Quem tivesse mudado de plano? Ficaria de fora. Uma exclusão silenciosa, que nós enfrentamos e derrubamos. O valor é baixo e está longe de ser o que os servidores merecem, mas se o governo insiste em oferecer tão pouco, que ao menos não seja só para alguns.
  • Garantimos que a lei seja revista em seis meses através de um GT para acompanhar esse processo e, com a possibilidade de aumento do valor do auxílio.

Bom, apesar de tudo, na mesma reunião do dia 11, o SIMA conquistou avanços importantes para algumas categorias:

  • A reclassificação dos cargos de Motoristas, Operadores, Técnicos e Auxiliares em Saúde Bucal (TSB e ASB).
  • A inclusão da Bolsa-Incentivo para os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate a Endemias (ACE) na pauta da Câmara. Sem esse projeto, o pagamento da bolsa simplesmente não seria possível.

O SIMA, junto com os servidores, vai seguir pressionando até que nossos direitos sejam respeitados. A união da categoria é fundamental. Se você ainda não é filiado ao SIMA, é hora de se unir à luta! Juntos, somos mais fortes e capazes de conquistar o que é justo!

RODINEI ROSSETO
Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Alvorada (SIMA)